Quem sou eu

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Goiânia, Goiás, Brazil
Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim. Levantei uma escada muito alta e no alto subi. Teci um tapete floreado e no sonho me perdi. Uma estrada, um leito, uma casa, um companheiro. Tudo de pedra. Entre pedras cresceu a minha poesia. Minha vida... Quebrando pedras e plantando flores. Entre pedras que me esmagavam... Levantei a pedra rude dos meus versos. (Cora Coralina): Marizete Waldhelm:Tem experiência em docência do ensino superior e ensino médio, atuando principalmente nas seguintes disciplinas: Sociologia Geral; Sociologia da Educação; Sociologia aplicada a Administração; Sociologia do Turismo; Sociologia do Direito; Antropologia, Filosofia; Didática Geral, Metodologia do Ensino Superior; Orientação Monográfica e Educação a Distancia-Ead

sábado, 12 de abril de 2014

Ouvindo atrás da porta Naquele tempo os adultos se preocupavam em não comentar tudo na frente das crianças. Poupavam as crianças de conteúdos que não contribuiriam em nada para seres em formação psíquica social.Sabedoria desprezada hoje,infelizmente. Minha mãe falava: - Menina vá para seu quarto. A conversa é para adultos. Era a deixa que eu precisava. Pisando mansinho, respiração resfolegante de esgueirava feito cobra para ouvir os adultos. Então, para descobrir os segredos dos adultos: Fiz o que as crianças da época faziam. Fui ouvir atrás da porta. Ainda me lembro da excitação do medo de ser descoberta. Mas eu achava que era invisível.Era quase um super poder. Estava sempre escondida e ouvindo. Ouvi palavras tolas, néscias, imprecisas, divagações, incompreensões, especulações, difamações, injurias, medos, anseios, segredos escabrosos, odiosos, traiçoeiros, ardis maliciosos e etc. Ouvi coisas boas também. Atrás da porta ouvi sonhos, desejos, projetos, alianças, tolerâncias, compaixões... E aprendi uma coisa desde criança: Palavras liberam poder. Coisas boas ou ruins acontecem quando liberamos as palavras. Não estou afirmando que há poder na palavra do homem. Minha metafísica não alcança a tanto. Estou dizendo que, quando falamos, liberamos energias que de uma forma ou de outra, se materializam e condicionam expectativas, motivações e comportamentos. Simples assim... Um coração cheio de ódio libera a atuação do inferno. Metáfora religiosa para explicar os condicionamentos comportamentais. Um coração cheio de Amor libera a atuação do céu. Outra metáfora.Mas esta metáfora eu somente entendi quando adulta.Não foi ouvindo atrás das postas.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Mordi a língua....
No mês de setembro do ano de 2013 numa tarde qualquer resolvi voltar do trabalho fazendo a trajeto á pé. Assim que saí da empresa, logo na calçada, observei uma nota de Cr$ 50,00 jogada no chão. Prudentemente abaixei-me e após um rápido exame percebi que era uma cédula verdadeira.Peguei-a e pensei”:Que sorte a minha!Achado não é roubado...”Conclui. Um rapaz, encostado numa parede de uma loja próxima, observava tudo. De súbito, maliciosamente, aproximou e disse: - Dona esse dinheiro é meu! Titubei por alguns instantes. Mas minha consciência religiosa cristã sentenciou: ”Se esse dinheiro não for dele queimará em suas mãos. Se for dele, serei recompensada pelo gesto desinteressado e louvável, no mínimo.”. Prossegui meu trajeto. A tarde estava deliciosa. Inspirava caminhar. Soprava um vento quente, mas gostoso, típico tardes de primavera. No caminho para minha casa passei por uma grande área verde de lazer da cidade de Goiânia: O Horto Florestal. Desfrutava da sombra das enormes e inúmeras árvores frutíferas que por lá existem :mangueiras,jaqueiras,abacateiros,goiabeiras e coqueiros,dentre outras. Então pensei orgulhosamente: “QUE PESSOA CHEIA DE VIRTUDES SOU EU. Quem devolveria esse dinheiro para um completo estranho que não tinha como provar a propriedade do mesmo. Provavelmente um malandro achando que se deu bem em cima de uma otária. Mas Deus viu como sou virtuosa”. Prosseguia na minha argumentação farisaica quando uma imensa maga desprende-se e: POW! Caiu na minha cabeça. Com impacto da pancada mordi a língua. Senti o gosto do sangue na boca. Imediatamente a vergonha tomou-me por completo.Era o meu fermento de fariseu.Conclui com uma oração silenciosa : “Poxa”! Deus eu só estava pensando. E se estivesse falando cairia uma jaca em cima da minha cabeça? E Jesus advertiu: Previnam-se contra o fermento dos fariseus, isto é, contra a falsidade deles.

O jardim ,a rosa e a borboleta

O jardim ,a rosa e a borboleta
Do poeta ao poeta

Já ajuntou cacos de vidros?

Toda vez que algo se quebrava perto de mim ficava aterrorizada ,não pelo prejuizo financeiro ou medo de punições costumeiras que as mães fazem com as crianças. Mas toda vez que observava qualquer vidro se quebrar algo dentro de mim sinalizava para uma verdade que eu nem mesmo sabia. Quando algo se quebra,nada pode trazer de volta.Voce pode até tentar colar,mas nunca mais será a mesma coisa.
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Laços de Família

Os Laços de Família Clarice Lispector — Não esqueci de nada, perguntou a mãe com voz resignada. Catarina não queria mais fitá-la nem responder-lhe. — Tome suas luvas! disse-lhe, recolhendo-as do chão. — Ah! ah! minhas luvas! exclamava a mãe perplexa. Só se espiaram realmente quando as malas foram dispostas no trem, depois de trocados os beijos: a cabeça da mãe apareceu na janela. Catarina viu então que sua mãe estava envelhecida e tinha os olhos brilhantes. O trem não partia e ambas esperavam sem ter o que dizer. A mãe tirou o espelho da bolsa e examinou-se no seu chapéu novo, comprado no mesmo chapeleiro da filha. Olhava-se compondo um ar excessivamente severo onde não faltava alguma admiração por si mesma. A filha observava divertida.

Mediação

Mediação
Passagem

Arte de Amar

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus — ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não. Manoel Bandeira
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1929

Jean-Paul Sartre, também aluno da Sorbonne, impressionado com a beleza, inteligência e a voz rouca de Simone, envia-lhe, por intermédio de René Maheu, uma caricatura de Leibniz feita durante uma palestra, como forma de aproximação. Terminadas as provas escritas para a agrégation, Sartre, novamente usando Maheu como intermediário, convida Beauvoir a estudar em grupo para os exames orais. Ela aceita, e durante os próximos 15 dias separam-se apenas para dormir.... www.simonebeauvoir.kit.net/crono_1908_30.htm -

Beauvoir conhece Nelson Algren

De 27 de janeiro a 20 de maio Beauvoir visita os Estados Unidos para uma tournée de conferências em universidades a convite de Philippe Soupault, escritor e jornalista francês. Em toda parte, a imprensa americana acentua que Simone vê o existencialismo como um otimismo e que o pratica dissipando as mentiras e os mitos. Numa passagem por Chicago, no fim de fevereiro, Beauvoir conhece Nelson Algren, por quem não tardará a desenvolver uma intensa paixão, que será correspondida

1949

Em maio, fragmentos de O Segundo Sexo começam a ser publicados na revista Les Temps Modernes. Simone prossegue escrevendo a continuação do ensaio. Vai novamente aos Estados Unidos, em maio, para se encontrar com Algren, com quem viajará por várias cidades americanas e também pela Guatemala e México. A viagem termina com um sério desentendimento por parte de Nelson, inconformado com o modo que Simone tem de encarar a relação entre os dois — e também por ela ter de antecipar sua volta à França, por causa de Sartre.

"..com o anel (de “noivado”) de Algren em seu dedo."

Em 19 de abril Simone é sepultada no cemitério de Montparnasse, após uma cerimônia que reuniu cinco mil pessoas — que seguiram a pé o cortejo fúnebre até o túmulo de Sartre. Conforme havia desejado, ela é enterrada com o anel (de “noivado”) de Algren em seu dedo. O caixão desce à tumba que Simone partilhará com Sartre

Arrebol

Arrebol
Cipoal de mata em que me envolvi